O que li em: junho de 2020


It, S. King

Eu sou uma leitora apaixonada e preguiçosa. Acho que comecei a ler It em 2018... tudo bem, It é um livro para ser degustado devagar, não só pelo tamanho, mas pela maneira como o autor desenvolveu seu texto, cheio de flashbacks e com a epopeia de Pennywise e do grupo dos otários toda mastigada. Ainda assim, eu não precisava demorar tanto... vou tentar concluí-lo até agosto, já passei da metade.


Outsider, S. King

Comecei a ler Outsider toda empolgada, e aí travei... a prisão claramente injusta de Terry Maitland me revolvia os intestinos. Lá estava, no carro usado para sequestrar o pequeno Frank, as digitais de Terry, e seu sêmen no corpo mutilado do menino. Dezenas – literalmente – de testemunhas viram o treinador do time infantil de beisebol da cidade para cima e para baixo, inclusive com Frank. Porém, como dizia Bill Rodges, Porém. No momento da morte de Frank, Terry não só não estava na cidade, como sua participação na palestra do escritor Harlan Coben (se Stephen King cita alguém sem xingar, é por que gosta, então vamos de uma vez ler Harlan Coben) é televisionada, e lá está Terry fazendo uma pergunta ao autor de suspenses. A premissa do doppleganger ganha nova cara na história de S. King. Mesmo assim eu travei. Até chegar no ponto de virada do livro... e aí... continuo no mês que vem.

Guerra e Paz, L. Tolstoi

Como seu eu não tivesse nenhum livro gigantesco para ler, resolvi começar só mais um, com mais de 1500 páginas. É do meu marido, dei para ele de aniversário este ano. Comprei no shopping no último dia em que pisei lá antes da pandemia. Almocei no shopping aquele dia, com meus pais e minha irmã, era aniversário dela... incrível como a gente se recorda de algumas coisas... eu sabia que a pandemia ia chegar e ficaríamos isolados. Não interessa se você vai acreditar em mim ou não. No início de março, eu sabia, e resolvi aproveitar com eles antes de ficarmos isolados. Da mesma forma que sei que não será fácil ler Guerra e Paz. Mas é um dever. Todo bibliófilo deve lê-lo.


Concluídos

(ATENÇÃO – contem SPOILERS dos livros abaixo).

Contato, C. Sagan

Demorei mais do que eu esperava para ler Contato, acho que comecei lá em fevereiro... bom, são quase 500 páginas (acho), e a escrita de Carl Sagan às vezes era um pouco difícil para mim, mas depois que a máquina foi acionada, no Japão, e a dra. Ellie e seus colegas se viram andando pelo universo numa máquina projetada por seres extraterrenos, a leitura voou. Depois de lê-lo, cheguei a conclusão de que é bem provável que o primeiro contato oficial e sem lenga lenga dos extraterrestres com a Terra pode muito bem ser da forma como Sagan imaginou – e ele sabia das coisas, grande Carl Sagan. Se bem que, do jeito como as coisas andam na Terra, acho que os extraterrenos querem é distância desse planetinha habitado por esse povo arrogante...


Onde morrem os aviões
, L. Sousa

Cortesia do meu marido. O Lito Sousa tem um canal fantástico no Youtube, o Aviões e Músicas. Como mecânico de aeronaves, o conhecimento técnico do cara é incrível, mas o que faz a diferença é sua didática e calma para contar as histórias, seja do Santos Dumont, seja do avião dos Mamonas Assassinas, e, claro, seu carisma. Queria muito ler seu livro, mas o preço do frete era quase maior do que o valor do produto, socorro! Então, no mesmo dia que ele anunciou que seu livro estava como ebook na Amazon, lá fui eu pedir uma grana emprestada pro meu marido. Não devolvi! Mas valeu cada centavo. Eu já tinha visto o Lito falar da roubada que foi o trabalho dele no Zaire (atual República Democrática do Congo), mas ler todos os detalhes no livro, desde as maluquices que os caras permitiam que acontecessem nos voos até a pobreza extrema daquele povo, é um aprendizado incrível. Conclui em três dias!



Crash, A. Versignassi

Sugestão do meu marido. O livro é dele. Alexandre Vesignassi é (ou foi) editor da revista Superinteressante por vários anos, e parte da linguagem da revista nos seus anos de ouro, descolada e leve sem perder o caráter jornalístico, era dele, sem dúvida. No livro é a mesma coisa. Li bem mais rápido do que esperava porque o autor fala da história da economia sem jargão, sem economês, sem commodites, mas com muita informação. Consegui entender bem melhor a bolsa de valores (inclusive sua criação), a crise de 29, da inflação no Brasil e FINALMENTE entendi a bolha da internet (2000) e a imobiliária (2008), nos EUA. Claro que, como um livro para leigos, talvez um economista leia e ache uma bosta. Mas o autor foi amparado por uma pesquisa gigantesca, e tem o mérito de prender o leitor comum, como eu, ou qualquer um que queira saber um pouco mais sobre uma coisa tão importante – e louca – como a economia.


Mistério no Caribe, A. Christie

Eu preciso ler um livro de Agatha Christie a cada um ou dois meses... faz parte da rotina e da minha relação de profundo afeto com esta autora, que me fez amar literatura, não somente policial, ou suspense, mas contribuiu com minha personalidade, tornando-me bibliófila. Eu lia Agatha Christie emprestada da biblioteca, na minha adolescência, quando não tinha grana para comprar livros. Lia um por semana, às vezes dois. Quando eu penso que hoje tenho todos os livros da escritora publicados no Brasil (quase todos, faltam dois!), quase não dá para acreditar! 90% deles garimpados em sebos, mas estão lá, meus, enfeitando minha sala e dando aquele quentinho no coração, quando quero ler algo divertido, envolvente e que sei que vou gostar (exceto A mansão Hollow). Mistério no Caribe era um dos poucos que eu nunca tinha lido, e o pior é que eu li a “continuação” dele, Nêmesis, sem nem saber que havia um livro que o precedia! Adorei, já devia ter lido há muito tempo, a velhinha Miss Marple não decepcionou de novo. Só acho que se a assassina fosse uma das mulheres teria sido bem mais surpreendente...


O que pretendo ler em julho de 2020... 

It

Guerra e Paz

Outsider – pretendo concluir neste mês.

Deuses Americanos, N. Gaiman

Considero uma falha em meu caráter ainda não ter lido nada (li apenas Os livros da magia, que é graphic novel) do mestre Neil Gaiman. Tirei da estante e confesso que senti um peso. Primeiro porque o livro é grande mesmo. Segundo por tudo que Deuses Americanos significa para a Literatura Fantástica, pela mensagem quase mística que carrega.

Não conte a ninguém, H. Coben

É da minha irmã. Está aqui em casa. Como já disse, está mais do que na hora de ler esse moço, vamo vê qualé.

Pequenas realidades, T. King

Acho que está empacado há uns dois meses. Não sei, perdi a vontade. Acho que a história tomou um caminho que eu não esperava. Mas não significa que estou achando o livro ruim, não. A Sra. Stephen King tem o talento da escrita do marido, mas, claro, do jeito dela. Vamos ver se anda este mês.

Ando na vibe de ler coisas mais, como diria, enciclopédicas. Meus livros da coleção O Livro d@..., da editora Globo. Então talvez eu intercale as leituras literárias com estes outros livros. E, de repente, percebi que não há nenhum livro de não ficção nesta lista. Acho que posso considerar começar a ler O livro de Jô, a autobiografia do gordo. Amo o estilo de escrita de Jô Soares. Li todos os seus romances, e numa velocidade a la Velozes e Furiosos. Acho que com a biografia não será diferente.

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